Professor: Gabriel Soares Baptista
Na aula passada, o foco foi a subcamada MAC, a Ethernet e o endereçamento MAC.
Hoje vamos responder outras perguntas importantes:
Em uma LAN grande, três dificuldades aparecem rapidamente:
Se o equipamento central souber onde está o destino, ele não precisa repetir o quadro para todos.
| Equipamento | O que faz | Consequência |
|---|---|---|
| Hub | Repete o sinal para todas as portas | Todo mundo vê tudo |
| Switch | Examina o quadro e escolhe a porta de saída | O tráfego fica seletivo |
O switch funciona como uma bridge multiporta na camada de enlace.

Um switch Ethernet de camada 2 toma decisões olhando principalmente para:
Ele não precisa abrir o pacote IP para fazer o encaminhamento local tradicional.
Se o switch deve encaminhar um quadro apenas para a porta correta, como ele descobre em qual porta está cada MAC?
Ele aprende observando o tráfego.
Esse mecanismo é chamado de aprendizado de MAC ou aprendizado reverso.
Sempre que um quadro entra por uma porta, o switch observa o MAC de origem e registra uma associação.
AA:AA:AA:AA:AA:AA -> porta 3
Com o tempo, a tabela MAC é preenchida dinamicamente.

A -> porta 1.D -> porta correspondente.O tráfego ensina o caminho ao switch.
| Ação | Quando acontece | Efeito |
|---|---|---|
| Flood | Destino desconhecido ou broadcast | Replica para várias portas |
| Forward | Destino conhecido em outra porta | Encaminha só para a porta correta |
| Filter | Destino conhecido na mesma porta de entrada | Descarta localmente |
Essas três ações explicam grande parte do comportamento do switch Ethernet.
O switch faz flood.
O switch faz forward para a porta correta.
O switch faz filter e evita retransmissão desnecessária.
Mesmo com comutação, dois problemas continuam importantes:
Switch reduz colisões típicas do meio compartilhado clássico, mas não elimina gargalos.
Redundância física entre switches é útil para tolerância a falhas.
Mas, sem controle, ela pode criar loops de camada 2.

O objetivo do spanning tree é manter a redundância física sem deixar loops ativos na topologia lógica.
A malha física continua existindo, mas o encaminhamento lógico vira uma árvore.
$$ \text{switch de camada 2} \approx \text{bridge multiporta} $$
O mecanismo de aprendizado e encaminhamento por MAC é o mesmo.
Mesmo com switches, uma LAN ainda pode continuar em um único domínio de broadcast.
Isso é ruim quando grupos diferentes precisam ficar logicamente separados.
Como separar esses grupos sem depender apenas da fiação física?
Uma VLAN divide a infraestrutura Ethernet em LANs lógicas distintas.
Cada VLAN cria seu próprio domínio de broadcast.
Um broadcast da VLAN 10 não deve ser entregue aos membros da VLAN 20.
As VLANs ajudam a obter:
VLAN ajuda a isolar tráfego em camada 2, mas não substitui toda a política de segurança.
A forma mais simples de pensar é VLAN por porta.
Porta 1 -> VLAN 10
Porta 2 -> VLAN 10
Porta 3 -> VLAN 20
Porta 4 -> VLAN 20
Liga normalmente um host final a uma única VLAN.
Transporta tráfego de múltiplas VLANs entre switches ou equipamentos compatíveis.
Se várias VLANs passam pelo mesmo enlace, como o switch receptor sabe a qual VLAN cada quadro pertence?
O padrão 802.1Q introduz uma tag VLAN no quadro Ethernet.
Identificar a qual VLAN aquele quadro pertence, especialmente em enlaces trunk.
VLAN ID

Imagine dois switches ligados por um trunk.
A VLAN atravessa a infraestrutura física sem virar uma LAN plana única.
Hosts em VLANs diferentes normalmente precisam de roteamento entre VLANs para se comunicar.
É comum combiná-la com ACLs, firewalls, autenticação e outras políticas.
| Dispositivo | Camada principal | Função |
|---|---|---|
| Repetidor | Física | Regenera sinal |
| Hub | Física | Replica para todas as portas |
| Bridge / Switch L2 | Enlace | Aprende MAC e encaminha quadros |
| Roteador | Rede | Encaminha pacotes entre redes |
Quanto mais alto o dispositivo opera na pilha, mais rica é a decisão que ele pode tomar.
Camada de Rede e Algoritmos de Roteamento.