Professor: Gabriel Soares Baptista
A avaliação cobre a passagem de uma comunicação local para uma comunicação entre redes.
| Tema | Unidade | Endereço | Equipamento | Escopo |
|---|---|---|---|---|
| Física | bits | nenhum | repetidor / hub | sinal |
| Enlace | quadro | MAC | switch L2 | LAN local |
| Rede | pacote | IP | roteador | entre redes |
Se o problema é local, pense em quadro, MAC, switch e VLAN.
Se o problema é entre redes, pense em pacote, IP, roteador e rota.
A camada física entrega apenas um fluxo bruto de bits.
01111110010000010100001001111110...
O receptor precisa saber:
A camada de enlace organiza os bits em quadros.
| Unidade | Camada | Função |
|---|---|---|
| Bit | Física | representar sinais no meio |
| Quadro | Enlace | organizar entrega local |
| Pacote | Rede | permitir entrega entre redes |
O pacote IP viaja dentro do quadro Ethernet no enlace atual.
Quando muda o enlace, o quadro pode mudar. O pacote IP continua guiando o destino lógico.
Enquadrar significa definir claramente onde o quadro começa e termina.
| Método | Ideia | Cuidado |
|---|---|---|
| Contagem de caracteres | campo informa tamanho | erro no tamanho desalinha tudo |
| Byte stuffing | usa FLAG e ESC |
FLAG nos dados vira ESC FLAG |
| Bit stuffing | usa flag em bits | após cinco 1, insere 0 |
Se FLAG marca a borda do quadro, ela não pode ser confundida com dado comum.
FLAG aparecer nos dados, transmite ESC FLAG.ESC aparecer nos dados, transmite ESC ESC.Dados: A FLAG B
Transmitido: FLAG A ESC FLAG B FLAG
Em protocolos com delimitação por bits, uma flag comum é:
01111110
Sempre que o transmissor encontra cinco bits 1 consecutivos nos dados, ele insere um 0.
O transmissor evita que o padrão de flag apareça por acidente dentro dos dados.
O receptor remove o 0 inserido artificialmente.
Suponha que os dados tenham uma sequência com cinco 1s seguidos.
1 aparecem nos dados0 inserido evita formar uma falsa flagO transmissor não quer que a sequência dos dados seja confundida com a flag 01111110.
No receptor, esse 0 extra é removido antes de entregar os dados.
| Conceito | Ideia | Exemplo |
|---|---|---|
| Detecção | percebe que algo foi corrompido | CRC, checksum, paridade |
| Correção | localiza e corrige certos erros | Hamming, Reed-Solomon |
Detecção: sei que algo deu errado.
Correção: sei que algo deu errado e consigo consertar.
Nenhum mecanismo de erro funciona enviando apenas os dados crus.
O transmissor adiciona informação extra.
dados + redundância = quadro verificável
O quadro possui um FCS, normalmente calculado com CRC, para detectar alterações no quadro.
O Hamming mostra que redundância bem organizada pode indicar onde está o erro.
| Posição | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Tipo | p1 | p2 | d1 | p4 | d2 | d3 | d4 |
As posições de paridade são potências de 2.
A síndrome aponta a posição com erro.
Vamos transmitir os dados originais:
1011
No Hamming (7,4), as posições 1, 2 e 4 são de paridade.
| Posição | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Tipo | p1 | p2 | d1 | p4 | d2 | d3 | d4 |
| Conteúdo | p1 | p2 | 1 | p4 | 0 | 1 | 1 |
Os grupos de paridade vêm da representação binária das posições.
| Posição | Binário | Participa de |
|---|---|---|
| 1 | 001 |
p1 |
| 2 | 010 |
p2 |
| 3 | 011 |
p1, p2 |
| 4 | 100 |
p4 |
| 5 | 101 |
p1, p4 |
| 6 | 110 |
p2, p4 |
| 7 | 111 |
p1, p2, p4 |
Cada paridade observa as posições em que um bit específico do número binário vale 1.
| Paridade | Peso | Regra | Posições |
|---|---|---|---|
| p1 | 1 | último bit é 1 |
001, 011, 101, 111 = 1, 3, 5, 7 |
| p2 | 2 | bit do meio é 1 |
010, 011, 110, 111 = 2, 3, 6, 7 |
| p4 | 4 | primeiro bit é 1 |
100, 101, 110, 111 = 4, 5, 6, 7 |
Essa ordem não é decorada. Ela vem dos bits 1, 2 e 4 que aparecem na numeração binária das posições.
Usando paridade par:
| Paridade | Verifica posições | Bits conhecidos | Resultado |
|---|---|---|---|
| p1 | 1, 3, 5, 7 | p1, 1, 0, 1 | p1 = 0 |
| p2 | 2, 3, 6, 7 | p2, 1, 1, 1 | p2 = 1 |
| p4 | 4, 5, 6, 7 | p4, 0, 1, 1 | p4 = 0 |
Cada grupo precisa ficar com quantidade par de bits 1.
Substituindo os bits de paridade:
| Posição | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Conteúdo | 0 | 1 | 1 | 0 | 0 | 1 | 1 |
0 1 1 0 0 1 1
Sem espaços:
0110011
Suponha que o bit da posição 5 seja invertido no caminho.
Transmitido: 0110011
Recebido: 0110111
| Teste | Posições | Resultado |
|---|---|---|
| p1 | 1, 3, 5, 7 | falha = 1 |
| p2 | 2, 3, 6, 7 | ok = 0 |
| p4 | 4, 5, 6, 7 | falha = 1 |
Montamos a síndrome na ordem p4 p2 p1, porque esses testes têm pesos 4, 2 e 1.
p4 p2 p1
1 0 1
101 em binário = 5 em decimal
Também podemos ler como soma dos pesos:
p4 + p2 + p1 = 4 + 0 + 1 = 5
O erro está na posição 5.
O receptor inverte o bit da posição 5 e recupera a palavra correta.
A subcamada MAC resolve o problema de acesso ao meio.
MAC significa Medium Access Control.
| Cenário | Meio | Colisões | Papel do CSMA/CD |
|---|---|---|---|
| Ethernet clássica | compartilhado | possíveis | essencial |
| Ethernet comutada full-duplex | ponto a ponto | praticamente inexistentes | deixa de ser necessário |
Em full-duplex, cada host conversa com uma porta do switch em um enlace próprio. Não há um único barramento compartilhado por todos.
O endereço MAC identifica uma interface de rede no enlace local.
70:85:c2:94:54:22
| Tipo | Significado |
|---|---|
| Unicast | uma interface específica |
| Multicast | um grupo |
| Broadcast | todas as estações da LAN |
Broadcast Ethernet:
ff:ff:ff:ff:ff:ff
| Endereço | Pergunta que responde | Escopo |
|---|---|---|
| MAC | para qual interface local este quadro vai? | enlace local |
| IP | para qual rede e host lógico este pacote deve seguir? | entre redes |
Para acessar um servidor fora da LAN, o quadro pode usar o MAC do roteador como destino local.
Mas o pacote dentro dele mantém o IP do servidor como destino final.
Seu notebook acessa um servidor fora da LAN.
Quadro Ethernet:
MAC origem = notebook
MAC destino = roteador local
Pacote IP dentro do quadro:
IP origem = notebook
IP destino = servidor externo
Quadro/MAC vale para o enlace atual.
Pacote/IP carrega o destino lógico final.
O roteador remove o quadro local e cria outro quadro para o próximo salto.
O destino IP do servidor continua guiando a viagem.
| Dispositivo | Camada | O que observa | Função |
|---|---|---|---|
| Hub | Física | sinal | replica para todas as portas |
| Switch L2 | Enlace | MAC / VLAN | encaminha quadros localmente |
| Roteador | Rede | IP | encaminha pacotes entre redes |
Switch não é apenas um hub mais rápido. Ele muda a lógica de entrega dentro da LAN.
O switch usa aprendizado reverso.
Quando um quadro entra por uma porta, o switch observa o MAC de origem.
MAC de origem A entra pela porta 1
Então ele aprende:
A -> porta 1
| Ação | Quando acontece | Efeito |
|---|---|---|
| Flood | destino desconhecido ou broadcast | replica para portas relevantes |
| Forward | destino conhecido em outra porta | envia só para a porta correta |
| Filter | destino conhecido na mesma porta de entrada | não reenvia o quadro |
Mesmo com switch, broadcasts ainda existem dentro do domínio de broadcast.
Considere um switch com quatro portas.
A envia um quadro para D pela porta 1.A -> porta 1.D, faz flood.D responde pela porta 4.D -> porta 4.A para D, faz forward só para a porta 4.O próprio tráfego ensina a tabela MAC ao switch.
Uma VLAN é uma LAN virtual.
Cada VLAN cria seu próprio domínio de broadcast.
Portas 1 a 4 -> VLAN 10
Portas 5 a 8 -> VLAN 20
Um broadcast da VLAN 10 não deve atingir automaticamente hosts da VLAN 20.
| Conceito | Função |
|---|---|
| Porta de acesso | liga um host final a uma única VLAN |
| Porta trunk | transporta múltiplas VLANs entre switches |
| 802.1Q | adiciona tag VLAN ao quadro Ethernet |
Se várias VLANs atravessam o mesmo enlace trunk, o switch receptor precisa saber a qual VLAN cada quadro pertence.
Essa identificação vem da tag 802.1Q.
Imagine dois switches conectados por uma porta trunk.
Switch A, porta 2 -> VLAN 10
Switch B, porta 7 -> VLAN 10
Enlace entre switches -> trunk
VLAN separa domínios de camada 2.
Duas máquinas em VLANs diferentes normalmente não se comunicam diretamente em camada 2 apenas por estarem no mesmo switch físico.
É necessário roteamento entre VLANs, ou seja, camada 3.
A camada de rede trata da comunicação entre redes diferentes.
pacote
roteador
Cada roteador recebe um pacote, consulta sua tabela e escolhe o próximo salto.
| Conceito | Significado |
|---|---|
| Encaminhamento | decisão local de enviar um pacote por uma interface |
| Roteamento | processo de descobrir e manter as melhores rotas |
Encaminhamento é a decisão do momento.
Roteamento é o cálculo que prepara essa decisão.
O IPv4 é sem conexão e de melhor esforço.
Não estabelece um caminho fixo antes de enviar cada pacote.
A rede tenta entregar, mas não garante:
Dijkstra encontra o menor caminho em um grafo com custos nas arestas.
| Nó | Distância | Predecessor | Status |
|---|---|---|---|
| A | 0 | — | permanente |
| B | infinito | — | provisório |
0.infinito.Testar se passar pelo nó recém-fixado melhora o custo de um vizinho.
Queremos sair de $A$ e chegar a $E$.
Começamos pela origem $A$.
| Nó | Distância | Predecessor | Status |
|---|---|---|---|
| A | 0 | — | permanente |
| B | infinito | — | provisório |
| C | infinito | — | provisório |
| D | infinito | — | provisório |
| E | infinito | — | provisório |
B = 0 + 2 = 2, predecessor A
C = 0 + 1 = 1, predecessor A
| Nó | Distância | Predecessor | Status |
|---|---|---|---|
| A | 0 | — | permanente |
| B | 2 | A | provisório |
| C | 1 | A | menor provisório |
| D | infinito | — | provisório |
| E | infinito | — | provisório |
O menor provisório é $C$, com custo 1.
Então $C$ se torna permanente.
Agora $P = \{A, C\}$.
D: custo por C = 1 + 5 = 6
E: custo por C = 1 + 2 = 3
| Nó | Distância | Predecessor | Status |
|---|---|---|---|
| A | 0 | — | permanente |
| B | 2 | A | provisório |
| C | 1 | A | permanente |
| D | 6 | C | provisório |
| E | 3 | C | provisório |
O menor provisório agora é $B$, com custo 2.
Então $B$ se torna permanente.
D por B = 2 + 3 = 5
D atual = 6
Como 5 é menor que 6, atualizamos $D$.
| Nó | Distância | Predecessor | Status |
|---|---|---|---|
| A | 0 | — | permanente |
| B | 2 | A | permanente |
| C | 1 | A | permanente |
| D | 5 | B | provisório |
| E | 3 | C | menor provisório |
O menor provisório é $E$, com custo 3.
Como $E$ é o destino, o menor caminho foi encontrado.
E <- C <- A
Invertendo:
A -> C -> E
1 + 2 = 3
Encontrar um caminho até o destino não basta. Ele só está garantido quando o destino vira o menor provisório e é fixado.
O IP oferece endereçamento lógico para interligar redes.
Um endereço IPv4 sozinho não separa rede e host.
192.168.1.34/24
/24 indica 24 bits de rede255.255.255.0A rede não são sempre os três primeiros números. Isso depende do prefixo.
Para dividir uma rede em sub-redes de tamanho fixo:
Divida 192.168.10.0/24 em 4 sub-redes iguais.
2^2 = 4
Precisamos emprestar 2 bits.
/24 + 2 = /26
/24 original + 2 bits emprestados para sub-rede = /26 novo prefixo
Com /26, sobram:
32 - 26 = 6 bits de host
Quantidade total de endereços por sub-rede:
2^6 = 64
Hosts utilizáveis em IPv4 tradicional:
64 - 2 = 62
Um endereço identifica a rede e outro identifica o broadcast.
Dentro de um /24, o /26 cria blocos de 64 endereços.
| Sub-rede | Intervalo | Broadcast |
|---|---|---|
192.168.10.0/26 |
.0 a .63 |
.63 |
192.168.10.64/26 |
.64 a .127 |
.127 |
192.168.10.128/26 |
.128 a .191 |
.191 |
192.168.10.192/26 |
.192 a .255 |
.255 |
Blocos de /26:
0, 64, 128, 192
O número 77 cai entre 64 e 127.
Logo, ele pertence ao bloco que começa em .64.
Sub-rede: 192.168.10.64/26
Broadcast: 192.168.10.127
Hosts úteis: 192.168.10.65 a 192.168.10.126
Para descobrir a sub-rede de 192.168.10.77/26:
/26 dentro de um /24 tem bloco de 64.
0, 64, 128, 192
O último octeto é 77.
O maior início de bloco menor ou igual a 77 é 64.
Esse é o ponto-chave: achar o início do bloco.
Rede: 192.168.10.64/26
Broadcast: 192.168.10.127
| Prefixo | Máscara | Bloco | Hosts úteis |
|---|---|---|---|
/25 |
255.255.255.128 |
128 | 126 |
/26 |
255.255.255.192 |
64 | 62 |
/27 |
255.255.255.224 |
32 | 30 |
/28 |
255.255.255.240 |
16 | 14 |
/29 |
255.255.255.248 |
8 | 6 |
/30 |
255.255.255.252 |
4 | 2 |
Prefixo maior significa mais bits de rede e menos bits de host.
Quando várias rotas combinam com o destino, o roteador escolhe a mais específica.
| Prefixo | Saída |
|---|---|
10.0.0.0/8 |
interface A |
10.20.0.0/16 |
interface B |
10.20.30.0/24 |
interface C |
Destino:
10.20.30.45
Escolha correta: 10.20.30.0/24, interface C.
| Aspecto | IPv4 | IPv6 |
|---|---|---|
| Tamanho | 32 bits | 128 bits |
| Escrita | decimal pontuada | hexadecimal com dois-pontos |
| Checksum | existe no cabeçalho | removido do cabeçalho base |
| Fragmentação | pode ocorrer em roteadores | só na origem |
| Broadcast | existe | substituído por multicast e outros mecanismos |
IPv6 aumenta muito o espaço de endereços, mas a ideia de prefixo continua importante.
Avaliação (C2)!